Os Altos Graus
Os Altos Graus prolongam o caminho do Mestre Maçom. Mais do que títulos, são estágios de aprofundamento simbólico e espiritual, onde o Ser se torna consciência activa. Cada Grau é uma chave para um novo nível de compreensão, unindo Tradição, Sabedoria e Missão.

O que são os Altos Graus?
Os Altos Graus Maçónicos são etapas adicionais de iniciação dentro da Maçonaria que vão para além dos três graus simbólicos da Maçonaria Azul ou simbólica: Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom.
Estes graus superiores, praticados em vários Ritos, têm como propósito aprofundar o conhecimento esotérico, filosófico, moral e espiritual do iniciado.

"Ex Occidente Lux"

Na Maçonaria, os chamados “Altos Graus” não são posições de superioridade hierárquica, mas sim etapas adicionais no percurso de aprofundamento espiritual, filosófico e simbólico do Mestre Maçom. São oportunidades para continuar o caminho iniciático, expandindo a compreensão dos mistérios da Tradição e cultivando a luz interior que a Maçonaria oferece àqueles que verdadeiramente a procuram, muitas vezes recorrendo a alegorias mais complexas e referências históricas ou bíblicas.
Costumamos dizer que ambicionamos ser MESTRES eternamente a aprender. Esta máxima revela a essência do espírito maçónico: a busca constante pelo conhecimento, pela verdade e pelo aperfeiçoamento interior.
Enquanto Aprendizes, escutamos e assimilamos os ensinamentos principalmente do Segundo Vigilante. Como Companheiros, aprofundamos a instrução sob a orientação do Primeiro Vigilante. Já no grau de Mestre Maçom, a dinâmica muda: somos chamados à autonomia e à investigação pessoal. Podemos escolher aprofundar os ensinamentos recebidos na cerimónia de exaltação, estudar por iniciativa própria ou aprender observando e escutando os trabalhos apresentados pelos Irmãos Aprendizes e Companheiros. Outra via de desenvolvimento é através do exercício de cargos oficiais e da participação activa nas cerimónias de iniciação e Aumentos de Salário.
No fundo, os Altos Graus representam um prolongamento natural do trabalho do Mestre — um convite a continuar a caminhada espiritual com mais consciência, responsabilidade e profundidade. A sua verdadeira função é impulsionar o Mestre a tornar-se um verdadeiro Iniciado, capaz de unir o conhecimento simbólico com a acção prática, e de transformar-se a si mesmo num instrumento de Luz ao serviço da Humanidade.
O que propõe os Altos Graus do Rito Português?
O Rito Português propõe-se ser um veículo de renovação espiritual, tanto individual como coletiva, ligado à ideia de um futuro espiritual da humanidade — onde Portugal surge, simbolicamente, como portador de uma missão universal de luz e concórdia.
Este rito oferece, assim, uma via iniciática profundamente enraizada na alma portuguesa, mas aberta ao mundo e ao sagrado.
O propósito dos Altos Graus do Rito Português é, à semelhança da visão do Quinto Império de Fernando Pessoa, de natureza universal e a finalidade última do caminho do Rito Português é a Expansão de Consciência.
Enquanto Camões prepara o terreno mítico. Vieira dá-lhe uma interpretação profética. Pessoa transforma-o em mistério filosófico e esperança futura. Abandonamos a Epopeia em direção á Profecia.

O que se conhece nos Altos Graus do Rito Português?
Os Altos Graus do Rito Português comportam 4 dimensões : Espiritual, Científica, Cultural e Metaciência ( sendo a ciência o caminho para se chegar a Deus pela razão).
Passaremos do Acreditar para o Compreender.
Por isso nos seus 9 Altos Graus (o Rito Português tem 12 Graus : 3 + 9) serão abordadas áreas de estudo espirituais e científicas fundamentais.

Cada grau corresponde a uma dimensão do Ser e da Missão do 5.º Império, onde serão abordados temas como:
- Geometria Sagrada
- Numerologia Sagrada
- Cabala
- Hermetismo
- Gematria
- Cimática
- Caibalion
- Hidrossemiótica Espiritual
- Linguagem Vibratória
- Harmonia das Esferas
- Psicologia Analítica
- Espagíria
- Alquimia Espiritual
- Física Quântica
- Cosmologia
- Mitologia
- Neurociência
- Gnose
- Arquitectura Sagrada
- Astrologia
- Poesia Mística
- Espiritualidade Comparada
- Macramé
- Templarismo
- Estados de Consciência
- Teosofia
- Rosa-Crucianismo
- Tábua de Esmeralda
- Corpus Hermeticum
- Epistemologia Transdisciplinar
- Teoria dos Véus
- Misticismo Cristão
- Teosofia Cristã
- Martinismo
- O Poder da Intuição
Manifesto do Quinto Império
Portugal, Voz do Espírito no TempoI. Princípio
Nós, filhos de uma terra pequena com alma imensa, erguemo-nos para lembrar ao mundo aquilo que foi esquecido: que os impérios verdadeiros não se constroem com ferro, mas com palavra, com beleza, com espírito.
II. Missão
O Quinto Império não dominará — iluminará. Não será um trono sobre os povos, mas uma rede de consciências despertas, uma língua que une, uma visão que guia, um sopro que atravessa fronteiras, raças e tempos.
III. Herança
Trazemos connosco as cruzes de Ourique,
os mares infinitos dos Descobrimentos,
as sombras de Alcácer-Quibir,
as visões do Padre Vieira, o Amor ardente de Camões,
e os versos de Fernando Pessoa.
Tudo em nós canta:
“Cumpre-se Portugal, porque desperta o Espírito.”
IV. Caminho
O Quinto Império manifesta-se:
- Quando um homem se ergue pela justiça.
- Quando uma mulher fala com verdade.
- Quando um povo escolhe criar em vez de conquistar.
- Quando a arte é sagrada e a palavra é ponte.
- Quando o silêncio ensina mais do que o ruído.
V. Sinais
Já não esperamos o Encoberto em brumas — Ele vive em cada ser que se lembra de quem é. Em cada gesto de sabedoria, em cada arquitetura da alma, em cada obra feita com Amor, o Império do Espírito revela-se.
VI. Convite
Chamamos os que sonham.
Chamamos os que não desistem.
Chamamos os que guardam dentro de si um fogo antigo.
Aos poetas, mestres, navegadores da alma:
o tempo é agora.
Ergam-se, escrevam, criem, ensinem, curem.
O Quinto Império não virá de cima —
surgirá de dentro.
VII. Juramento
Por Portugal, por todos os povos, por aquilo que é eterno em nós, juramos ser guardiões da luz que desperta o mundo.
VIII. Epílogo
“A Pátria é a ideia que ainda não foi cumprida.” “E o Quinto Império é a forma que a Alma escolheu para se lembrar de Si.”

João Pestana Dias
Soberano Imperator
Grau 11 e último dos Altos Graus do Rito Português
