O Rito Português
Consagrado em 2014, o Rito Português renova a Tradição Maçónica com a missão espiritual da alma lusitana: despertar a consciência, reintegrar o Ser e servir o Quinto Império com Sabedoria e Luz.

O Rito Português foi consagrado em 2014. Se algo é Bom, Justo e Verdadeiro, pode ter sido escrito ontem, que tem tanto valor como algo que foi escrito há séculos atrás, desde que haja um critério para avaliar se essas coisas conduzem o Homem na direção da plenitude da condição humana.
O Rito Português só agora poderia ter florescido: era essencial enraizar-se numa geração de grandes Pensadores que, nos últimos séculos, iluminaram o caminho, como por exemplo, Agostinho da Silva, Almada Negreiros, António Quadros, António Telmo, Cunha Leão, Dalila Pereira da Costa, Fernando Pessoa, Francisco de Holanda, Gilbert Durand, Jaime Cortesão, José Augusto Seabra, José Marinho, Lima de Freitas, Luís de Camões, Manuel J. Gandra, Maria Gabriela Llansol, Natália Correia, Nuno Gonçalves, Orlando Vitorino, Paulo Borges, Pinharanda Gomes, Raul Leal, René Guénon, Sophia de Mello Breyner Andresen e Teixeira de Pascoaes. Só agora temos a maturidade espiritual e intelectual para lhe dar corpo e alma, projectando Portugal como farol de uma nova Tradição Iniciática, uma realidade subterrânea e sagrada. Portugal o centro espiritual do mundo futuro.
Os Altos Graus do Rito Português advogam :
Um Panteísmo Espiritualista (como dizia Einstein: a religião do Futuro será cósmica sem dogmas teológicos que nos aprisionem).
Como motor desta “Ordem de Montanha”, a Liberdade Espiritual, a Ciência e a Sabedoria.
Uma língua como instrumento de comunicação. A língua Portuguesa.
Uma Via de Consciência, Sabedoria e Serviço
Origem e Propósito
Consagrado em 2014, o Rito Português nasceu para esta nova Era. Mantendo a essência da Maçonaria, renova-a com a missão espiritual da alma lusitana.
Missão Espiritual
O Rito Português é o reflexo do Humanismo Universalista Português. Advoga um despertar de consciência através da evolução interior, fundado na Liberdade Espiritual, na Ciência e na Sabedoria.
Quinto Império
Camões prepara o terreno mítico. Vieira oferece-lhe uma leitura profética. Pessoa transforma-o em mistério filosófico. O Quinto Império é o regresso ao Paraíso perdido: uma reintegração dos seres, a Fraternidade Universal.

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}Um Rito para reintegrar o Ser e o Mundo
" A religião do futuro será cósmica, sem dogmas que aprisionem."
A Hora do Quinto Império

Jaime Cortesão explica que o Humanismo Universalista Português, será o reflexo da riqueza morfológica dos Portuguêses que são capazes de ser TUDO de TODAS as maneiras, porque a verdade não pode estar só numa coisa.
A Ilha dos Amores é o supremo objectivo a atingir pelos Portugueses. É o 5º Império. A total libertação do Homem do Tempo e do Espaço. Não é um local físico mas sim um local onde o Homem e a Natureza se fundirão plenamente.
O momento em que cada um de nós poderá ser aquilo que é (um poeta à solta, como Deus Creador) onde existirá a bela aventura da Fraternidade Humana e do Amor Universal. É o regresso ao Paraíso perdido ou Reintegração dos Seres ou a conquista da Idade de Ouro da Humanidade.
Os Homens poderão agora escutar a Voz da Deusa.
O propósito dos Altos Graus do Rito Português é, à semelhança da visão do Quinto Império de Fernando Pessoa, de natureza universal e a finalidade última do caminho do Rito Português é a Expansão de Consciência.
Como o poeta escreveu no seu célebre poema, “serão precisos TODOS, TODOS, TODOS.”
Esta vocação inclusiva e transcendente faz com que os Altos Graus estejam abertos a TODOS os Mestres Maçons, de TODAS as Obediências, sem distinções. Porque apenas com a presença de TODOS se poderá cumprir o desígnio maior de união espiritual e consciência colectiva que o Rito Português propõe.
Excertos do poema "5º Império" de Fernando Pessoa:
“Para a obra que há que prometer
Ao nosso esforço alado em si,
Convoco todos sem saber
(É a Hora!) aqui!
TODOS, TODOS TODOS!
A hora passa,
Chama-os aqui, ó som etéreo
Que vibra a arder!
Glosam, secretos, altos motes,
Dados no idioma do Mistério —
Soldados não, mas sacerdotes,
Do Quinto império”.
I. A Nova Era. A Maçonaria. O Rito Português
Erguendo o Fogo Antigo para o Novo Mundo.O Rito Português não cria uma nova Maçonaria, apenas a renova mantendo a essência mas actualizando-a com os ideais desta nova Era.
A Maçonaria da Nova Era (não só do novo Século) tem de compreender estas mudanças e estar alinhada com ela com o risco de se não o fizer estar a perder uma oportunidade única. Tem de voltar a focar-se na sua missão inicial e por isso fazer o seu caminho de volta ao início.
O Rito Português nasceu para esta nova era.
Como dizia Pessoa, primeiro por Castigo, agora por Missão.
O Rito Português encerra em si a capacidade de expressar, de forma concisa e significativa, a singularidade do espírito português, refletindo a sua dimensão espiritual e o seu papel no desvelar de um sentido mais harmonioso para a globalização — um processo que, na sua forma atual, tem-se mostrado desequilibrado. Este rito constitui, assim, uma dádiva de valor incalculável para a Maçonaria Universal.
Advoga um despertar de consciência através da evolução nos diferentes graus maçónicos do Rito, ancorados nos mitemas da história de Portugal que de forma análoga a outros mitos de outros Ritos é Universal mas no nosso caso também escatológica e salvívica.
Estamos no INTERREGNO o espaço entre reinos ou seja o Nevoeiro (névoa). Um momento de inversão e treva.
De acordo com a profética portuguesa, Portugal vai ter um papel fundamental na salvaguarda da Europa.
O Rito Português interessa-se mais pela enigmática verticalidade do Homem cósmico, do que pela popular horizontalidade da parte humana.A imperiosa necessidade de auto-conhecimento é o fundamento da auto-realização ou auto-redenção.
Para aqueles que não conhecem o Rito Português permitam-me fazer uma analogia com um dos mais antigos Ritos praticados em Maçonaria, o Rito Escocês Rectificado ou Regime Escocês Rectificado vulgo RER.
Assim como por exemplo, o RER aspira à Reintegração dos Seres, um dos pilares fundamentais do pensamento esotérico de Martinez de Pasqually, uma teoria com forte influência na tradição do ocultismo cristão, que diz que a missão espiritual do ser humano é voltar ao seu estado original de pureza e união com o Divino — ou seja, reintegrar-se na Unidade.
O Rito Português inspira-se num movimento espiritual iniciado há cerca de 900 anos, onde se originou a conceptualização sobre o V Império, o Império do Espírito Santo também conhecido pelo 5º Império, que não é mais do que a Fraternidade Universal, uma Ressureição ou Redenção Escatológica e Salvívica do Ser Humano, que é o processo identitário da alma lusitana.


O 5.º Império e o Império do Espírito Santo são conceitos profundamente enraizados na tradição espiritual e cultural portuguesa, com raízes proféticas, místicas e messiânicas originários do Século 12.
A origem desta perspectiva filosófico-espiritual remonta ao pensamento profético de figuras como Joaquim de Fiore, Camões, Bandarra, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva ou Eduardo Lourenço.
É uma visão metafísica e iniciática da existência humana.


II. O Rito Português e a Espiritualidade
Onde a Tradição se eleva em Espírito.A Espiritualidade hoje não se confina a retiros ou reflexões isoladas. Tem de ser feita de forma colectiva, em Egrégora, formando uma Mónada Espiritual, uma Fraternidade Universal que junta “todas as brasas separadas duma fogueira, para acender o Fogo do Amor”.
O Rito Português pretende o Despertar para dentro.
Por isso como dizia Pierre Teilhard de Chardin,
“A religião não é apenas uma, são centenas. A espiritualidade é apenas uma. As religiões são “portagens” para a Espiritualidade. A religião é causa de divisões. A espiritualidade é causa de União. A religião procura-te para que acredites. A espiritualidade tu tens que procurá-la. A religião segue os preceitos de um livro sagrado. A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros. A religião sonha com a glória e com o paraíso. A espiritualidade faz-nos viver a glória e o paraíso aqui e agora”.
Estamos numa fase de mudança e de diferenciação de energia, onde o Mal é mais Mal e o Bem mais Bem, porque é nas noites mais escuras que as estrelas brilham mais.
Ser Espiritual no Sec 21, é trazer a Espiritualidade para a Materialidade. É ser um Homem de Ação.
Num mundo de transformação rápida e onde os mais fundamentais princípios que sempre nos regeram estão a desaparecer, a relevância actual dum sistema mais avançado dentro do Rito Português é notória.
A mística divina atuará em forma de ética humana. Por isso o auto-conhecimento é a raiz de toda a auto-realização. Onde falta a raiz vertical não podem expandir-se os ramos horizontais.
O agir ético é uma consequência inevitável do ser místico.O agir deve ser o efluxo do ser ! A vivência ética deve ser o fruto espontâneo da consciência mística !
III. O Rito Português e o 5º Império
Onde o Ser e o Destino se Encontram.Camões prepara o terreno mítico. Vieira dá-lhe uma interpretação profética. Pessoa transforma-o em mistério filosófico e esperança futura.
Portugal, na sua alma mais profunda, não se vê apenas como país — mas como mistério, missão e profecia viva.
Nesse sentido o Rito Português pretende ser uma ponte entre oriente e ocidente, ciência e fé, matéria e espírito.
O 5.º Império é uma síntese profunda entre espiritualidade, filosofia, ciência e cultura universal. Compreendê-lo verdadeiramente, exige uma abordagem interdisciplinar e transdisciplinar — onde o conhecimento se funde em vez de se dividir.
O 5.º Império é um Império de Integração:
#CiênciaComEspírito
#FéComRazão
#IndivíduoComCosmos
A Hora do Quinto Império

Os Altos Graus do Rito Português comportam 4 dimensões : Espiritual, Científica, Cultural e Metaciência ( a ciência é o caminho para se chegar a Deus pela razão).
Passaremos do Acreditar para o Compreender.
Por isso nos seus 9 Altos Graus (o Rito Português tem 12 Graus : 3 + 9) serão abordadas áreas de estudo espirituais e científicas fundamentais.
É importante mais do que nunca ser Maçon de Pensamento, Palavra e Ação.
Hoje em dia não podemos apenas fazer Iniciações, Passagens a Companheiro e Exaltações a Mestres. É fundamental procurar o verdadeiro significado dos Símbolos, Palavras e Alegorias que utilizamos nos nossos rituais e nas Cerimónias da Ordem.
O verdadeiro Alquimista não transforma Chumbo em Ouro mas Pensamento em Energia.

João Pestana Dias
Soberano Imperator
Grau 11 e último dos Altos Graus do Rito Português
